Família sabe como é, queríamos fazer umas féria juntos. Saímos de Santo Ângelo Hamilton (irmão mais velho, eu (Márcia), Gabriel, na e´poca com uns 7 anos e Mariana com 2. Levamos conosco Seu Beltrão e Dona Maria, que na chegada já provocou um acidente e sofreu outro.

No primeiro dia descarregar bagagens, arrumar a casa, guardar as coisas, muita conversa, muita saudade.

No segundo dia Gabriel, que desde muito pequeno é  parecido com o tio em gênero, número, grau, aparência, desorganização e atrasos, foi inventar de perguntar se era possível construir um telefone que os dois pudessem conversas, um dentro de casa e o outro na rua (com um terreno entre os eles de mais ou menos 30m).

No terceiro dia, todos para a praia cedo, Eu, Hamilton, vó, vô, Rese, Mariana e Aurora(na época Gaudério não tinha cachorro ainda) menos os dois que ficaram na casa fazendo o projeto do tal telefone.

No quarto dia, todos para a praia cedo novamente, menos os dois que ficaram para rever o projeto e fazer uns acertos na lista de materiais. Quando chegamos em casa mais tarde o Hamilton quase teve um enfarto quando descobriu que gaudério tinha ido a Florianópolis de carro com o Gabriel( coitado, não tinha noção do perigo) para comprar tudo que precisavam. “Pai, esse rapaz não sabe dirigir muito bem”, dizia o Hamilton para seu Beltrão.

No quinto dia, após algumas tentativas frustadas de convencê-los a ir conosco, fomos todos a praia, deixando os dois com o trabalho árduo de construir a geringonça com dois escorredores de louça, uns 80 m de uma mangueirinha transparente, fitas, fios, cola, etc(tudo comprado em Floripa).

Levou uns três dias para a coisa ficar pronta. Eu e a Rose já estávamos tostadas de tanto pegar sol quando o telefone ficou pronto para os primeiros testes. Gaudério ficava na rua e Gabriel no andar superior da casa( ainda bem que não era o contrário). Falavam um com o outro aos berros, com uma ponta da mangueira dentro do ouvido e um pedaco todo colado do escorredor de louça na boca, e o terreno de 30 m entre eles. Do jeito que falavam não precisava do telefone.

-Precisamos fazer uns ajustes tio, esta porcaria não funciona!

E assim ficaram os dois arrumando e fazendo testes. Começou a chover e aí que não foram à praia mesmo. Após 15 dias estavam tão brancos quanto na chegada.

O telefone? voltou para Santo Ângelo na mala do carro, ficou alguns meses atrapalhando num armário do quarto do Gabriel, cada vez que abria a porta saltava uma parte da mangueirinha para fora até o dia que foi para o lixo.

Márcia

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julho 18, 2008

Gaudério, Das milhares de pessoas que conhecemos na vida, os amigos são eleitos. Nem família a gente escolhe. E o que faz

Uma mesa em Manaus

julho 16, 2008

O Jairo Matos, chefe de reportagem da Agencia Folha mandou uma boa história do Gaudério e pediu para que eu enviasse para a lista. Vale a pena, pois é bem engraçada. Esta no blog dele:  http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br
Abs
J

Minha história com um Gaudério

Vivi com o repórter-fotográfico Antônio Gaudério, um dos mais renomados do país e um tipo daqueles que é impossível ficar cinco minutos ao lado sem dar uma boa gargalhada, uma das minhas histórias de blog mais engraçadas.

Coloco hoje aqui está aventura que trilhei com o ele, como uma homenagem, e para pegar um pouco da energia desse povo todo que vem diariamente visitar o “Assim como você” e emaná-la ao Gaudério, que sofreu um grave acidente doméstico, ficou em coma por quase um mês, e está na luta firme para se recuperar e voltar a tirar seus “retratos”.

A reportagem foi em Manaus. Íamos flagrar crianças e adolescentes se prostituindo em bares e boates da capital Amazonense. Assunto difícil e delicado, mas que foi temperado com o humor grandioso do Gaudério.

“Rapaz, que bom que viemos a Manaus. Vou comprar uma mesa de bilhar pra jogar com a minha filha”, disse meu companheiro de viagem.

“Cê ta brincando, né, Gaudério? Como vamos levar um treco desses pra São Paulo?”, tentei argumentar. Gente, por que raios ele quis comprar aquele trambolho lá no Amazonas????

“É mais barato, aqui, Gaudério?”. “Nem é, não, mas eu prometi pra minha filha. Ela joga muito bem”.

Quando dei por mim. Lá estava, no hall do hotel, uma caixa imensa, pensa, imensa, chamando a atenção de todo mundo e enfeiando o local, metido a chique. Foi impossível colocar no apartamento dele, pois não cabia no elevador. Vocês devem estar pensando como eu entro nisso, né? ‘Carma’, aí, gente.

Cumprimos a matéria e, era hora de voltar a São Paulo. Quando o taxista chegou, se negou, evidentemente, a levar a minha cadeira de rodas e o trambolho do Gaudério.

“O senhor não pode se recusar a levar um rapaz numa cadeira de rodas. É crime, sabia?”, sentenciou meu companheiro que entendia “absolutamente tudo a respeito dos direitos de deficientes físicos”, fato que eu desconhecia. Se bem que eu acho que ele esbravejou mesmo foi pelo presente da filha .

E lá foi o Gaudério e o taxista, que se rendeu à lei, arrumarem as malas, cadeira de rodas e pacotão dentro do Monsa caramelo. E “coube”, digamos que “coube”, como o porta malas aberto e a mesa de bilhar sobre o carro, amarrada. Coisa linda de se ver. Detalhe: chovia torrencialmente.

Já no aeroporto, as emoções aumentaram. Nosso vôo havia sido remanejado e tivemos de dormir horas sentados naqueles bancos que parecem rocha esperando a hora do embarque.

E lá fomos nós para o check in. O Gaudério tentava equilibrar, com pouco sucesso, a mesa de bilhar que, segundo ele, era “semi profissional”, no carrinho de bagagens.

“Senhor, sua bagagem está com um amplo excesso. Vai ter de pagar a diferença de ‘tantos’ dinheiros”, disse a atendente. Meu povo, num me ‘alembro’qual era a cifra, mas era uma quantidade de ‘roiaus’ que dava para comprar outra passagem, quase.

Mas, quem conhece o Gaudério, sabe que ele não perde viagem. “Nãaaaaaaao, senhora. Esse pacote ai é isento. É aparelho ortopédico dele aqui.”

A mulher olhou pra mim, como se dissesse: “Ah é???”…

Eu fiz cara do gatinho do Sherk nesta hora. “É seu mesmo, moço?”. Povo, eu não sabia nem como reagir. “É, sim. Uso essa armadura do robocope para dar uns passinhos, às vezes” (amigo tem que ser amigo até o fim, mesmo indo preso junto, né?).

Fomos liberados de pagar o excesso e seguimos viagem para São Paulo. A aventura estava quase no fim. Eu disse, quase.

Já na esteira, em Guarulhos, diversas bagagens não chegavam, inclusive a minha e, adivinhem? Sim, o pacotão revestido em papel pardo do Gaudério.

E ele reagiu rapidinho. “Não podem perder! Tem que achar. O Jairo não vive sem o aparelho ortopédico dele.”

E os despachantes se mobilizaram na busca. Depois de meia hora, veio a resposta da demora da chegada das malas.

“Pedimos desculpas, mas uma das bagagens ficou enroscada nos tubos que conduzem as malas”. Sim, era a mesa de bilhar semi profissional que pode ser comprada na 25 de março, em São Paulo, mesmo.

Depois de mais ou menos meia hora, conseguimos todos liberarmos nossas bagagens, inclusive meu inesquecível “aparelho ortopédico” inventado pelo grande Antônio Gaudério.

Em tempo: Os coments de vocês serão todos encaminhados ao blog criado por amigos do Gaudério, que tem acesso restrito, por enquanto!

Escrito por Jairo Marques às 23h34

UM PEDIDO PARA TODOS

julho 10, 2008

Sei que é difícil para todos estarem com o Gaudério todos os dias,mas se alguns de vocês pudessem gravar uma fita ou um  podcast para ele ouvir,acredito que sua recuperação será mais rápida.

Contem histórias,falem com ele.

Obrigada

abraços

Paola Refinetti

GAUDERIO

julho 10, 2008

Caros

Estive hoje no hospital e vi o Gaudério que dormia mas ao falar com ele um pouco pude ver a reação em seus olhos.Para quem quer visita lo são dos horários para visita as 16 00 ate 16 30 e 21 00 ate 21 30. Fiquei feliz em vê lo e perceber que ele melhora a cada dia.
Abraços a todos

julho 8, 2008

Gaudério,professor, artista, amigo de verdade e que com a visão mais sensivel e perfeita que a fotografia tem nos dias de hoje , a ele muito tem a agradecer.tuas melhoras nos deixa a todos muito felizes.Luciano, ex Folha-Rio.

Em São Paulo

julho 7, 2008

Caros

O Gauderio já esta em São Paulo.Ele esta no hospital Samaritano Rua Conselheiro Brotero, 1.505 tel 3821 5300 no quarto 354 como este é um quarto de UTI vale o numero para localizar.Para quem não sabe.o nome do Gauderio é Antonio Carlos Marcos dos Santos.
Abs a todos

Kiko Coelho

No início era o verbo

julho 6, 2008

Posto que Gaudério é verbo também,vamos fazer  a coisa certa:

Eu gaudério

Tu gauderias

Ele gauderia

Nós gauderíamos

Vós gauderieis

Eles galderiam

Formas diversas de gauderiar

Adjetivo-Quando você fica horas cobrindo uma greve de ônibus e não consegue uma boa imagem e Gaudério vai e faz um velhinho caindo porta afora,isso e uma gauderice.

Ou quando,no HC,o Gaudério se fantasia de médico e faz as fotos,gauderiar,é assim que se faz

Aprendam o verbo e apliquem o adjetivo.

E sem gauderiar,qualquer outro verdo,advérbio,sinônimo ou adjetivo perde a graça.

abraços,

Kiko Coelho

Chega de Saudade

julho 5, 2008

http://www.tokenarcade.com/play-82-Real_Pool-Flash_Game.html

Pra Liga Bafos se divertir

Melhoras!!!

julho 5, 2008

Gaudério,

nós não nos conhecemos mas, como iniciante no fotojornalismo, tenho vc como uma de minhas grandes referências. Estou ansioso para ver novamente seu trabalho nas páginas da Folha e, pelo o que tenho escutado, isso vai acontecer em breve.

Abs de MG,

Bruno Figueiredo