Viagem à Praia da Cachoeira- Florianópolis

julho 20, 2008

Família sabe como é, queríamos fazer umas féria juntos. Saímos de Santo Ângelo Hamilton (irmão mais velho, eu (Márcia), Gabriel, na e´poca com uns 7 anos e Mariana com 2. Levamos conosco Seu Beltrão e Dona Maria, que na chegada já provocou um acidente e sofreu outro.

No primeiro dia descarregar bagagens, arrumar a casa, guardar as coisas, muita conversa, muita saudade.

No segundo dia Gabriel, que desde muito pequeno é  parecido com o tio em gênero, número, grau, aparência, desorganização e atrasos, foi inventar de perguntar se era possível construir um telefone que os dois pudessem conversas, um dentro de casa e o outro na rua (com um terreno entre os eles de mais ou menos 30m).

No terceiro dia, todos para a praia cedo, Eu, Hamilton, vó, vô, Rese, Mariana e Aurora(na época Gaudério não tinha cachorro ainda) menos os dois que ficaram na casa fazendo o projeto do tal telefone.

No quarto dia, todos para a praia cedo novamente, menos os dois que ficaram para rever o projeto e fazer uns acertos na lista de materiais. Quando chegamos em casa mais tarde o Hamilton quase teve um enfarto quando descobriu que gaudério tinha ido a Florianópolis de carro com o Gabriel( coitado, não tinha noção do perigo) para comprar tudo que precisavam. “Pai, esse rapaz não sabe dirigir muito bem”, dizia o Hamilton para seu Beltrão.

No quinto dia, após algumas tentativas frustadas de convencê-los a ir conosco, fomos todos a praia, deixando os dois com o trabalho árduo de construir a geringonça com dois escorredores de louça, uns 80 m de uma mangueirinha transparente, fitas, fios, cola, etc(tudo comprado em Floripa).

Levou uns três dias para a coisa ficar pronta. Eu e a Rose já estávamos tostadas de tanto pegar sol quando o telefone ficou pronto para os primeiros testes. Gaudério ficava na rua e Gabriel no andar superior da casa( ainda bem que não era o contrário). Falavam um com o outro aos berros, com uma ponta da mangueira dentro do ouvido e um pedaco todo colado do escorredor de louça na boca, e o terreno de 30 m entre eles. Do jeito que falavam não precisava do telefone.

-Precisamos fazer uns ajustes tio, esta porcaria não funciona!

E assim ficaram os dois arrumando e fazendo testes. Começou a chover e aí que não foram à praia mesmo. Após 15 dias estavam tão brancos quanto na chegada.

O telefone? voltou para Santo Ângelo na mala do carro, ficou alguns meses atrapalhando num armário do quarto do Gabriel, cada vez que abria a porta saltava uma parte da mangueirinha para fora até o dia que foi para o lixo.

Márcia

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